Pelas Barbas do profeta!
Como eu queria ter algumas respostas...
Como o futuro me pertuba!
O que fazer para viver o hoje?
Com entregas despreocupadas
Desmedidas, perdoadas...
E logo eu, que não sou de me culpar
De julgar, de sofrer pelo medo
Ou se angustiar antes mesmo do tentar!
O que fazer das escolhas?
E com as alternativas eliminadas?
Aonde marcar o x?
Posso até mudar de escolha
Mas nunca é do mesmo jeito
E seja qual for, sujeito-me à consequências variadas...
Como fazer
Para que as exigências do meu ser
Não se conflituem com as exigências da realidade?
Como não ter medo de escolher?
Se nestas escolhas há limitações
Distâncias, perdas, novidades...
Dá vontade de gritar:
"Que se dane!"
Mas como não pensar no que poderá se danar?
E se as coisas boas forem danificadas?
O novo me chama
Me convida, me instiga e me dá medo...
Mas vou tentar conciliar

Os prazeres e os deveres
Os desejos e as escolhas.
Talvez o medo não acabe,
Mas sei que ele vai mudar de questão
Ao menos, até a próxima indecisão...
Denise Viana * Psico-Poeta